( Culto do Alufá ) Culto dos Malês começa a ser resgatado Oficialmente

  • Alufá – Mestre cujo poder místico, sua Baraka (alubaraka, em yorubá), que lhe é transmitido através de herança ancestral é o Guia Supremo.

No “BILAD SUDAN”(Terra dos Homens Pretos) teve inicio com advento do Islam , a partir de meados do século VII a pregação religiosa, naturalmente sofreu duras resistências e múltiplas influências, num processo de sincretização que deu origem a uma crença com características próprias. O islamismo chegou à Yorubaland por meio de mercadores malineses de Gao e Timbuktu por volta do ano 1440, durante o longo, pacífico e amoroso reinado do belo Oluaso como Alaafin do Império Oyo. Era conhecida como ” Ẹ̀sìn Ìmàlẹ̀ “(religião dos malianos) na época e era amplamente aceita em Oyo devido às suas opiniões concordantes sobre poligamia, panegíricos e encantamentos.

Nos documentos disponíveis, a liderança muçulmana em 1835 era inteiramente do gênero muasculino.Seu perfil, porém, demonstra a tendência, digamos, democrática muitas vezes atríbuida ao Islam no recrutamento de seus lideres religiosos e eventualmente polítics. O Islam pode ser patrical, o que limita enormente sua democracia, mas não é aristocrático Na Àfrica Ocidental, com exeção de mulheres e escra-vos, qualquer um podia tornar-se alim um- um conhecedor da religião , um clérico-, bastando que “que recebesse treinamento suficiente para ser ligitimado socialmente”. Na Bahia a, a democracia malê foi mais longe, pois não apenas os homens livres : escravos libertos , tiveram o privilégio de lideraros malês.
Com efeito, os Alufás que consegui identificar eram na maioria escravos.E eram todos respeitads e diguinificados pela comunidade afro-muçulmana como normalmente o são as pessoas consideradas maos próximas dos deuses.-todos escravos -eram homens que tinham baraka, isso que importava. A idade avançada da maioria dos líderes religiosos aumentava-lhes o prestígio, porque os africanos sabiam respeitar, a sabedoria dos velhos.Em se tratando desses velhos malês, disolviam-se os preconceitosnporventura existentes entre os africanos liberto contra escravos exercendo posições de liderança.

texto extraido do livro:Rebelião Escrava no Brasil
Jõa José Reis

Ẹ̀sìn Ìmàlẹ̀ (Cult of the Malians – “Malês”)

.

O Islam chegou à Yorubaland por volta do ano 1440, quando Oluaso era Alaafin do Império de Oyo.
O cristianismo chegou em 24 de setembro de 1842, com os metodistas liderados pelo reverendo Thomas Birch Freeman. É uma diferença de 402 anos. No entanto, devido à educação ocidental gratuita, aquisição de habilidades e bolsas de estudo para a Inglaterra, o cristianismo foi capaz de fechar uma lacuna de 400 anos em menos de 70 anos, dominando os estados ocidentais de Ekiti e Ondo. No entanto, a Nigéria Ocidental continua a ser a região mais estável, em termos de tolerância religiosa, na Nigéria. Isso se deve ao tradicional Yoruba religião que acomodou o cristianismo e o islamismo em Yorubaland

OS CRÉDITOS DA IMAGEM ABAIXO É DE QUEM A DIVULGOU E CRIOU PRIMEIRO

OS MALÊS PRATICAVAM UM SYNCRETISMO DE OLOHUN-ORUM/ORRHUNN COM ALLAH

O Estabelecimento dos Árabes no Continente Africano, teve inicio com advento do Islam , a partir de meados do século VII realizando-se o processo de Islamização através de dois movimentos distintos ; um vindo por mar, que atingiu a costa Oriental até Moçambique oriundo do Saara, surgiu por terra em direção ao Sul e Oeste.A real conquista da África pelo Islam foi compreendida por essa ultima corrente, quando a dinastia berbere dos Almorávidas, empurrada para o interior pelos árabes da costa setentrional , levou suas hordas até a intensa área conhecida por”BILAD SUDAN”(Terra dos Homens Pretos) . O resultado foi a, conversão ao Islamismo dos soberanos reinantes nessa imensa região, processada em quatro fazes distintas, desde o século XI até meados do século XVIII, a pregação religiosa, naturalmente sofreu duras resistências e múltiplas influências, num processo de sincretização que deu origem a uma crença com características próprias

“Os alulás têm um rito diverso. São maometanos com um fundo de misticismo. Quase todos dão para estudar a religião, e os próprios malandros que lhes usurpam o título sabem mais que os orixás.”
“Fonte : As Religiões no Rio, de João do Rio”

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